Quinta, 13 de abril – Fortalezas para Deus

Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder. Efésios 6:10

Havia muitas pessoas nos dias de Cristo, e ainda hoje há, sobre quem o domínio de Satanás por algum tempo parecia ter cessado. Pela graça de Deus, foram libertados dos maus espíritos que exerciam domínio sobre a pessoa. Alegravam-se no amor de Deus; mas, como os ouvintes do terreno pedregoso da parábola, não permaneceram em Seu amor. Não se entregaram diariamente a Deus para que Cristo habitasse no coração; e, quando o mau espírito voltou, “com outros sete espíritos, piores do que ele” (Mt 12:45), foram inteiramente dominados pelo poder do mal.

Quando a pessoa se rende inteiramente a Cristo, novo poder toma posse do coração. Acontece uma mudança que o ser humano não pode, absolutamente, fazer por si mesmo. É uma obra sobrenatural introduzindo um elemento sobrenatural na natureza humana. A pessoa que se rende a Cristo torna-se Sua fortaleza, mantida por Ele em um mundo rebelado, e é Seu desígnio que nenhuma autoridade seja aí conhecida senão a Sua. A pessoa assim guardada pelos seres celestiais é invencível aos assaltos de Satanás. Entretanto, a menos que nos entreguemos ao domínio de Cristo, seremos governados pelo maligno. Temos inevitavelmente de estar sob o domínio de um ou de outro dos dois grandes poderes em conflito pela supremacia do mundo. Não é necessário que escolhamos deliberadamente o serviço do reino das trevas para cair sob seu poder. Basta negligenciarmos a aliança com o reino da luz. Se não cooperarmos com os instrumentos celestiais, Satanás tomará posse do coração, tornando-o sua morada. A única defesa contra o mal é Cristo habitar no coração mediante a fé em Sua justiça. A menos que permaneçamos ligados a Deus, nunca poderemos resistir aos não santificados efeitos do amor-próprio, da condescendência com nós mesmos e da tentação para pecar. Podemos deixar muitos maus hábitos, podemos nos separar de Satanás por algum tempo; mas, sem uma ligação vital com Deus pela entrega de nós mesmos a Ele, momento a momento, seremos vencidos. Sem conhecimento pessoal em relação a Cristo e constante comunhão com Ele, ficamos submetidos ao inimigo e acabaremos fazendo sua vontade. […]

A manifestação mais comum do pecado contra o Espírito Santo é o desprezo constante ao convite do Céu para se arrepender. Todo passo na rejeição de Cristo é um passo no sentido de rejeitar a salvação (O Desejado de Todas as Nações, p. 323, 324).

IJB - Atrair, Acolher, Envolver e Comprometer
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